quarta-feira, 25 de maio de 2011

Du[vidas]

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Ando um pouco aqui, ou pouco ali. Ando nas linhas tortas tentando endireita-las. Ando nas linhas retas tentando desindireita-las. Tudo que é muito bom, ou muito ruim, é chato, cai na rotina. A gente não tira experiências disso. A gente apenas reclama do ruim e fica acomodado no bom. O importante disso tudo é eu estar andando. Por mais que demore, a cada segundo que passa o objetivo fica mais perto. Tenho seis meses para tomar uma decisão importante. Tenho seis meses para trocar ideias comigo mesmo. Colocar os pontos positivos e negativos, as vantagens e as desvantagens. Creio plenamente que pontos negativos possam ter vantagens, e vice-versa. Tenho seis meses, meio ano. Seis meses para decidir sobre onde farei meu estágio final na faculdade e mandar currículos. Fechar esse ciclo da minha vida. Cada ciclo que se fecha, a responsabilidade aumenta e a cobrança chega. Cobranças são importantes, mas a gente nunca gosta de senti-las.

Sou indeciso, mas chega uma fase na nossa vida que a gente tem que esquecer a indecisão e tomar as rédeas da situação, sermos fortes. Sou fraco, mas nossas maiores fraquezas, um dia, se transformarão em nossas maiores forças, esse momento, para mim, chegou. Mas ainda continuo na duvida.

Não gosto de sentir-me preso, como disse Andrea Destefani: liberdade é sinônimo de felicidade. Isso pesa muito nas minhas decisões. Não vou escolher uma area lucrativa se não gostar de faze-la. Não vou trabalhar por dinheiro, vou trabalhar por amor, prazer, pela liberdade em ser, e fazer alguém, feliz.

Gosto de pequenos animais, adoraria trabalhar em algo relacionado, mas tenho sentimentos por eles, não conseguiria colocar a razão na frente da emoção. Não conseguiria mandar um paciente embora se o proprietário não conseguisse pagar pelo tratamento, mas também não seria justo comigo, com meus cinco anos, sofridos, de faculdade. As pessoas passariam a aproveitar-se de mim. As pessoas sempre tentam nos derrubar atacando nossas fraquezas, aí eu volto ao inicio do texto, um dia, nossas fraquezas serão nossas maiores forças. Vamos ser forte? Querer e tentar ser, ja é o primeiro passo. Ninguém é o que é sem nunca ter desejado e tentado. Desejo ter iniciativa, que assim o seja. Duvidas, duvidas e mais duvidas. A vida é repleta delas.

Ir por um lado é necessariamente deixar de ir pelo outro. Cada escolha é uma possibilidade de recomeço, mas é também o abandono de outra possibilidade de recomeço. E isso não pode ser nunca motivo de tristeza... São escolhas.
Porque se a gente se enche de sentimento bom, não importa muito o que a sorte coloque em nosso caminho. Cedo ou tarde, a alegria que a gente sente nos conduzirá na direção do que era pra ser nosso "destino"... (Elenita Rodrigues)

Marcelo Soares

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mudanças no blog e plágios

By: Khomenko


A vida da gente é feita por fases, podemos viver varias fases ao mesmo tempo em diversas areas. Não seria diferente comigo e com o no blog. Quem me acompanha sabe que sempre estou mudando algo, sejam detalhes no layout, ou ele por completo. Tem épocas que só escrevo sobre decepções amorosas, sobre a Hagar, sobre meu jeito inseguro-antisocial-desastrado-mal humorado de ser, ja até me atrevi a escrever contos, tolo eu, mas com esse turbilhão de mudanças, amadureci.  Dessa vez a mudança foi maior que todas essas, resolvi mudar, e mudei, mudei o nome do blog. O 'Uma dose de Ach' surgiu de uma paixonite por farmacologia no segundo ano da faculdade, em especifico a parte do sistema nervoso, anestésicos, etc. Porém, como toda boa paixonite, passou, o curso evoluiu e me desapeguei. Ha tempos que tinha vontade de mudar, mas ainda me atinha ao nome. Consegui me desapegar, consegui passar de fase, consegui mudar. Espero que gostem, agora o blog é totalmente eu, agora o blog é 'Marcelo Soares'. Como Caio F. Abreu bem disse, meu nome é tudo que sou, se é tudo que sou, quero te-lo onde falo sobre mim, aqui.

Toda reforma, é para fazer melhoras e, algumas coisas, por não poderem ser recuperadas, terão de ser substituídas. E a gente se apega demais a tudo. (Marla de Queiroz)

Quando a gente lê algo e gosta, é inevitável querermos passar adiante. Acho legal, gosto e faço. Gosto mais ainda quando vejo frases minhas espalhadas por aí, é prazeroso ver meu nome como referencia de algo que senti e escrevi, sinto-me valorizado, acho que é essa sensação que qualquer pessoa que escreve tem. Mas algumas pessoas são hipócritas, frias, pequenas, quadradas, sem personalidade e plagiam. Ja encontrei textos meu num fotolog de uma seguidora. Ja peguei pessoas usando frases minha no facebook, no perfil e status do orkut e no subnick do MSN. Ja peguei textos meus em outros blogs. Frases minhas em um tal tumblr. Algumas coisas minhas, não escritas somente aqui no blog, mas no twitter também, em alguns perfis cheios de seguidores no twitter. Ok, sou ciente que a expressão 'colocou na internet, perdeu o controle', acho valida. Mas acho mais valido o caráter e a personalidade de uma pessoa. Acho mais valido o respeito com o próximo. Acho mais valido a pessoa dar créditos. Você não sera menos importante citando o autor, as pessoas não vão te subestimar. Não vou postar o link dos plágios aqui, não quero seguidores meus comentando e pedindo os créditos. Acho que essas pessoas não merecem atenção.


Marcelo Soares

terça-feira, 17 de maio de 2011

Saudade, aquela ferida que não cicatriza

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Sabe, parei um momento para ficar triste lembrando da gente. A gente não planeja ficar triste. Ficar triste é uma coisa pessoal. As vezes a gente quer dividir esse momento, as vezes não. Eu resolvi dividir. Tudo começou a me lembrar a gente, a musica que o Dayvid me mandou o nome a instantes no twitter foi o inicio, como esquecer de você? Não quero, faço questão de lembrar, faço questão de ter meu coração quente quando lembro da gente. Ah, a gente. Eu, você, o Dayvid. Amiga, você sempre teve a capacidade me me fazer rir, até quando me batia. Sempre teve a capacidade de mostrar que meus exageros eram coisas normais perto dos seus EXAGEROS. Suas paixões eram tão intensas que as minhas pareciam insignificantes. As pessoas não morrem, elas, simplesmente, vão morar, em definitivo, dentro do coração de quem as ama, espero que meu coração seja grande o suficiente para você dividir com a saudade que estou sentindo.

É uma coisa boa e ruim ao mesmo tempo, não sei explicar. Só sei que você faz falta. Só sei que a gente sente sua falta.

Vai fazer um ano que a Hagar morreu, parece que foi ontem. Comecei a planejar um texto especial para esse dia, mas é impossivel apenas escrever sobre ela sem ter a necessidade de dividir algo com vocês, sei que alguns de vocês são novos aqui no blog, mas quem ja me acompanha desde o ano passado, acompanhou também a história da minha amizade com o Dayvid e com a Hagar. A musica que o Dayvid me mandou é essa AQUI, musica triste, que vou usar no texto especial.  Mudando de assunto, mudei o layout do blog, o que acharam?

Marcelo Soares

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Insegurança, Sexta-feira 13 e Justificativas

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Sensação de alivio, leveza, desapego e de missão cumprida. Terminei um trabalho que passei semanas fazendo, revisei, revisei, revisei e revisei, finalmente revisei pela ultima vez, anexei-o a um e-mail e enviei para o professor, com medinho do que possa voltar no e-mail-resposta. Mas a gente é sempre assim, passamos dias, semanas, meses, anos e as vezes uma vida inteira nos dedicando a algo e, quando finalmente terminamos, ficamos inseguros, acho que a insegurança faz parte do desafio e apimenta ainda mais a conquista quando você consegue o reconhecimento pelo que fez.

Não sou uma pessoa supersticiosa, hoje é sexta-feira 13, o dia onde os mortos se levantarão de suas sepulturas e virão nos pegar, ok, pra mim é apenas mais uma sexta-feira, amanhã sera sabado, depois domingo.... Sei la, posso ser desencanado com essas coisas, mas acho que as pessoas deveriam preocupar-se mais em viverem algo palpável a ficar preocupando-se com lendas, histórias e superstições. Vamos viver um amor, uma amizade. Vamos ler um livro, viajar horas e horas com personagens novos. Vamos fazer brigadeiro, pipoca e ver um bom filme. Vamos sair com os amigos, dar risada. Vamos repensar em amores antigos e tentar esquecer as desilusões. A superstição sempre existiu e nada-nada-nada em sua vida muda com ela. Viver, gente. Viver.

Acho que sou bom em justificar as coisas, passa um momento na vida da gente que podemos escolher entre duas opções: justificar ou fazer. Escolhi justificar. As vezes falho e fico sem argumentos, mas não acho que a justificativa seja uma coisa espontânea, ela deve ser pensada, pensada e pensada. Claro, com o tempo você vai criando seus clichês, formando suas frases e suas justificativas vão tornando parte do seu caráter,  mas isso demora. Pessoas que fazem são espontâneas, conseguem assimilar rapidamente a situação para executarem, não sou assim, não gostaria de ser assim. Então fico aqui, me justificando e tentando justificar, vivendo, novamente.

Bom final de semana a todos, cuidado com a sexta-feira 13 ~risos~.

UPDATE: O que acharam do layout novo do blog?

Marcelo Soares

terça-feira, 10 de maio de 2011

As vezes...

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As vezes a gente não esta bem. As vezes, a melhor coisa a se fazer é ficar quieto, sozinho, com fones de ouvido e musicas. As vezes a gente precisa de um tempo, um tempo para parar tudo e repensar a vida. As vezes a gente precisa entender que ninguém é único, a gente é livre para amar quem quiser. As vezes a gente precisa parar para pensar o porque de se apegar tanto a alguém que não vale a pena. As vezes…

As vezes a vida da pra gente a chance para recomeçar, as vezes a gente não quer recomeçar, ou então finge não querer. Por mais que algo faça a gente sofrer, se um dia foi bom, a gente sempre sentira um peso na hora de libertar-se. Mas quer saber, dane-se. Dane-se você, dane-se a gente, dane-se essa minha confusão em relação a gente. Essa confusão em relação aos outros, em relação a vida, a nossa vida, a dos outros ou a que os outros acham que a gente tem. As vezes...

Se for verdadeiro, o que restara no final sera a gente, juntos.

Desculpem a demora para atualizar, ando escrevendo um tal artigo que esta me deixando com os cabelos em pé, ando bastante confuso com muitas coisas, por isso a confusão com os textos, normal.

Marcelo Soares

terça-feira, 3 de maio de 2011

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Gosto de novas amizades, odeio gente pegajosa. Se te cumprimentei, fui apenas educado. Sim, entrei na sua brincadeira, mas foi momentâneo, a gente vive de momentos, não vive? Não sou uma pessoa apaixonante, sou ciente disso. A gente é o que nasceu, ninguém pode mudar isso. Ja ouviu falar de destino? Então, o meu foi traçado antes de eu nascer. E tenho certeza que você não estava incluído nele. Desculpem, não quero parecer grosso, mas não sei me apegar fácil as pessoas. As pessoas são falsas, frias e interesseiras. As pessoas são medíocres, hipócritas e não confiáveis. As pessoas são uma espécie de monstros. Não abro exceções. Se gosto de você, gosto e ponto. Danem-se o que inventarem a seu respeito, danem-se o que vão pensar da gente, vamos nos divertir. Repito, se gosto, gosto e ponto. Não forço a barra, não faço brincadeiras e muito menos tento te agradar. Vamos parar de tentar existir na vida de quem não nos quer. A gente tem que aprender que 'gostar de alguém' não é a mesma coisa que 'suportar alguém'. Eu só te suporto, desculpe. 

Sim, estou desabafando, e sim, perdi a paciência. 

Ps. Desde que voltei ao blog, esqueci de comentar com vocês, fiz um tumblr, http://eutedio.tumblr.com/, se alguém de vocês gostar e tiver, sigam-me la, mandem-me ask identificando-se. Prometo que vou me esforçar pra aprender a mexer dignamente la. 

Marcelo Soares